Alunos visitam Nau Quinhentista e Museu da Construção Naval

No âmbito do projeto “Ler nos caminhos do mar… e da terra” as turmas do 4.º D da EB de Telhado e do 3.º E da EB Lml Louro realizaram uma visita de estudo à Alfândega Régia/Museu da Construção Naval e à Nau Quinhentista, em Vila do Conde. A visita permitiu aos alunos terem contacto com o modo de vida a bordo de uma Nau da época, saberem aproximadamente o tempo de duração de uma viagem até à Índia, percecionarem as condições de higiene e as ameaças à saúde dos tripulantes. Numa breve passagem pela Alfândega ficou-se a ter uma ideia dos impostos sobre as mercadorias, que tipo de mercadorias passavam por lá e quais as mais apreciadas. A visita de estudo possibilitou o conhecimento vários tipos de embarcações usadas na altura dos descobrimentos, o que as diferenciava e como eram construídas.

Uma iniciativa fantástica para conhecermos melhor os caminhos que outrora tecemos no Mar e nos mantiveram ligados à Terra.

Comemoração do dia 25 de abril

No passado dia 26 de abril, as turmas do 4.º ano da Escola Básica de Vale do Este, participaram em atividades no âmbito da Comemoração do dia 25 de Abril. As atividades, da responsabilidade das professoras de História Paula Moreto e Maria José Peixoto, consistiam numa apresentação de um pequeno vídeo sobre o tema, seguido de uma exposição de cartazes e fotografias de figuras e momentos marcantes do dia da Revolução dos Cravos. De seguida, as turmas, divididas em grupos de quatro elementos realizaram um jogo que tinha como objetivo procurar informação nos livros e materiais disponíveis na biblioteca da escola, bem como na exposição. Procurando em revistas, Atlas, cartazes e demais suportes disponíveis, os alunos foram respondendo às questões, num ambiente de descontração e alegria. Mais uma vez se provou que “a brincar também se aprende”.

Será a liberdade um tesouro?

No dia 28 de Abril, a Biblioteca da E.B. de Vale do Este acolheu a actividade “Será a liberdade um tesouro?”, alusiva à comemoração do Dia da Liberdade. Esta foi dinamizada pela Professora Paula Moretto e Filipa Pereira, docentes de História, na qual participaram os alunos do 4.º ano e a turma do 9.ºF.

Os alunos visualizaram situações comuns do nosso quotidiano atual e tentaram identificar aquelas que não seriam aceites pelo regime ditatorial do Estado Novo.

Partilharam ideias de conhecimentos já adquiridos e ficaram a conhecer restrições a atitudes e comportamentos tão naturais como, por exemplo, “beber uma coca-cola”, que nesta época não era permitido por ser um produto internacional.

Os alunos do 9.º ano presentearam os alunos mais novos com a leitura da obra “O Tesouro” de Manuel António Pina, que retrata o dia a dia da população portuguesa aquando da ditadura de Salazar. A obra está disponível on-line no Centro de Documentação do 25 de Abril da Universidade de Coimbra.

 

Dia do patrono: D. Maria II Menina, mulher e rainha

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O seu cognome era ‘a educadora’, ou ‘a boa mãe’, dada a esmerada educação que dispensou aos seus muitos filhos…

Contava apenas 7 anos, quando seu pai, D. Pedro IV, abdicou do trono de Portugal em seu favor, em Abril de 1826.

Devia casar, logo que tivesse idade, com o tio, D. Miguel, nomeado regente e lugar-tenente do reino, o que foi aceite pelo Infante, em Julho de 1826, assumindo a regência, ao chegar a Lisboa, em Janeiro de 1828, após ter jurado fidelidade à rainha e à Carta Constitucional.

D. Maria foi enviada para a Europa em Julho de 1828, para defender os seus direitos ao trono, tendo ficado a residir em Londres, e a partir de  1831 em França.

Só em 24 de Setembro de 1834, com o fim da Guerra Civil, tendo quinze anos de idade, assumiu o governo do País.

Casou em 1835 com Augusto de Leuchtenberg, filho de Eugénio de Beauharnais, e neto da Imperatriz Josefina, primeira mulher de Napoleão Bonaparte, irmão mais velho da segunda mulher de D. Pedro IV, mas que morreu logo em Março desse ano.

Neste ano pôs-se à venda todos os bens de raiz nacionais, pertencentes à Igreja Patriarcal, às Casas das Rainhas e do Infantado, das corporações religiosas já extintas e das capelas reais.

D. Maria casou segunda vez com Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, irmão do rei dos Belgas, Leopoldo I, e primo do marido da rainha Vitória da Inglaterra, o príncipe Alberto. O casamento realizou-se em 9 de Abril de 1836.

Durante o seu curto reinado, passado num dos mais conturbados períodos da nossa história, o das lutas entre liberais e absolutistas, vários acontecimentos históricos se passaram: a Guerra Civil,  a revolução de Setembro, a Belenzada, Revolta dos Marechais, a Maria da Fonte, a Patuleia.

Sucedeu-lhe o seu filho mais velho, D. Pedro V.

Ficha genealógica:

D. Maria II nasceu no Rio de Janeiro, no Palácio de S. Cristóvão, a 4 de Abril de 1819, recebendo o nome de Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga. Morreu no Palácio das Necessidades, a 15 de Novembro de 1853, em consequência de parto.

Casou em primeiras núpcias com D. Augusto de Leuchtenberg, nascido em Munique a 9 de Dezembro de 1810, tendo morrido em Lisboa a 28 de Março de 1835, duque e príncipe de Leuchtenberg e de Santa Cruz, filho de Eugénio de Beauharnais, então vice-rei de Itália,  e da princesa Augusta Amélia, filha de Maximiliano José I da Baviera. Não tendo havido descendência.

Voltou a casar em Lisboa, a 9 de Abril de 1836, com D. Fernando Augusto, nascido em Coburgo a 29 de Outubro de 1816, e falecido em Lisboa, a 15 de Dezembro de 1885, filho de Fernando Augusto, príncipe e duque de Saxe Coburgo Gotha e de sua mulher Maria Antonieta Gabriela, princesa de Koari.

Do casamento nasceram:

1.D. Pedro V , que sucedeu no trono;

2.D. Luís, duque do Porto, que em 1861 sucedeu a seu irmão;

3. D. Maria. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 4 de Outubro de 1840, tendo falecido no mesmo dia;

4. D. João. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 16 de Março de 1842, e faleceu no Palácio de Belém em 27 de Dezembro de 1861. Era Duque de Beja e de Saxe Coburgo Gotha;

5. D. Maria Ana. Nasceu no Palácio das Necessidades, a 21 de Agosto de 1843, e faleceu em Dresda, a 5 de Fevereiro de 1884. Casou em Lisboa, a 11 de Maio de 1859, com Frederico Augusto (1832-1904) que foi rei da Saxónia, com o nome de Jorge III. Com descendência;

6. D. Antónia. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 17 de Fevereiro de 1845, e morreu em Sigmarinen, a 27 de Dezembro de 1913. Casou em Lisboa, a 12 de Setembro de 1861, com Leopoldo Estevão Carlos (1835-1905), príincipe de Hohenzollern. Com descendência;

7. D. Fernando. Nasceu em Lisboa, no Palácio de Belém, em 23 de Julho de 1846, e faleceu no Palácio das Necessidades, a 6 de Novembro de 1861, estando sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora.

8. D. Augusto. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 4 de Novembro de 1847, e faleceu no mesmo local a 26 de Setembro de 1889.Está sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora. Foi duque de Caminha e de Saxe Coburgo Gotha;

9. D. Leopoldo. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 7 de Maio de 1849, tendo falecido no mesmo dia;

10. D. Maria. Nasceu no Palácio das Necessidades, em 3 de Fevereiro de 1851, e morreu no mesmo dia.

11. D. Eugénio. Nasceu no palácio das Necessidades, a 15 de Novembro de 1853, e faleceu no mesmo dia.

 

Fontes:

Joel Serrão (dir.)

Pequeno Dicionário de História de Portugal,

Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976

Joaquim Veríssimo Serrão
História de Portugal, Volume VII: A Instauração do Liberalismo (1807-1832), e
História de Portugal, Volume VIII: Do Mindelo à Regeneração (1832-1851)
Lisboa, Verbo, 1984 e 1986

Mais informação em:

http://www.historiadeportugal.info/d-maria-ii/

http://portugalsite.no.sapo.pt/reis/mariaII.htm

http://www.leme.pt/biografias/m/mariaii.html

http://www.infopedia.pt/$d.-maria-ii

http://www.parlamento.pt/VisitaParlamento/Paginas/BiogDMariaII.aspx

“Ler a terra”

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No dia 24 de fevereiro tivemos a oportunidade de saber mais acerca da história local, agradecemos à Drª Felisbela e aos professores Manuela Ventura e Martim.

O Gabinete de Arqueologia é um sector/museu dependente da divisão do património histórico-cultural (do departamento de Educação e Cultura) da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, criado em 1982, tendo como objectivo principal a coordenação, estudo, valorização, protecção e divulgação do património arqueológico concelho.

Tendo como um dos seus objectivos primordiais a criação de um museu de arqueologia do concelho de Vila Nova de Famalicão, desde logo encetou um minucioso inventário de numerosas situações arqueológicas, permitindo delinear uma criteriosa sequência cronológica (situada entre o 3º milénio a.C. e o século XV) e cultural das origens do seu povoamento. 

Toda esta investigação vem sendo tradicionalmente realizada segundo as mais modernas metodologias, salientando-se as diversas práticas de arqueologia experimental e a aplicação das novas tecnologias à arqueologia. Delas são exemplo, o fabrico do pão-de-bolota segundo as técnicas utilizadas durante a Idade do Ferro, e a reconstituição do monumento para banhos do Alto das Eiras.

Paralelamente tem-se levado a cabo acções de sensibilização visando a salvaguarda do património, por uma actividade pedagógica pioneira e da maior relevância, junto das escolas do concelho e da região, cujo impacto é bastante significativo, quer pelo número de alunos envolvidos, quer pela continuidade, ao longo dos anos, em várias escolas.

Para auxílio da investigação arqueológica, este gabinete possui também uma pequena biblioteca (disponibilizada on-line), com alguns títulos especializados nesta temática.

Ver mais informação em: http://arqueologia.vilanovadefamalicao.org/index2.php?co=0&tp=17&cop=0&LG=0&mop=39&it=home