O olhar dos nossos alunos sobre o 25 de abril!

25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempoSophia de Mello Breyner Andresen, in ‘O Nome das Coisas’

Esteve patente na Biblioteca D. Maria II e estará na Biblioteca Vale do Este, já na próxima semana, a Exposição sobre o 25 abril em articulação com o grupo de História – Professores Luís Cunha e Martim Juncal! Estes trabalhos foram criados no âmbito da disciplina de História em articulação com a professora Cidália Alves de Educação Visual! O desafio lançado teve a ver com o olhar de cada um, acerca do 25 abril… HOJE!

Na realização deste trabalho comemorativo do “25 de Abril de 1974” os alunos deviam cumprir as seguintes regras:

– Todos os cartazes deviam ser feitos em folha A3 papel cavalinho branca.

– Todos os cartazes deviam conter:

  – A expressão «25 de Abril».

  – Um cravo com «espinhos como as rosas»… sofrimento…

  – As cores nacionais (verde, vermelho e amarelo) entre outras.

  – Um slogan alusivo à data de acordo com uma visão   crítica da atualidade   (sociedade, política, justiça,   liberdade; ambiente; valores humanos, etc….).

  – Muita criatividade.

 

 

Um agradecimento à D. Lurdes e aos nossos FANTÁSTICOS Alunos Monitores e…9ºD!

 

 

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Dia Mundial da Rádio

O Dia Mundial da Rádio celebra-se anualmente a 13 de fevereiro.

A data foi escolhida pois foi neste dia que a United Nations Radio emitiu pela primeira vez, em 1946, um programa em simultâneo para um grupo de seis países.

A data foi declarada em 2011 pela UNESCO e o primeiro Dia Mundial da Rádio foi celebrado em 2012.

Pode juntar-se à celebração do dia no site oficial da data.

A rádio continua a ser o meio de comunicação social que atinge as maiores audiências, continuando a adaptar-se às novas tecnologias e a novos equipamentos, com a transmissão online via streaming, por exemplo.

É um meio bastante útil para a população, seja como ferramenta de apoio ao debate e comunicação, de promoção cultural ou em casos de emergência social. Para os profissionais de comunicação social, a rádio é uma plataforma para se divulgarem factos e histórias.

A rádio acompanhou os principais acontecimentos históricos mundiais e hoje continua a ser um meio de comunicação fundamental. Este meio de comunicação social adaptou-se à era digital e continua a ser um meio fiável para a população, que recebe a informação na hora, sendo esta uma das características mais positivas da rádio.

A história da Rádio em Portugal

As primeiras experiências de radiodifusão, feitas por Marconi em 1894, abriram caminho para as inúmeras emissões Rádio dos nossos dias. Em Portugal no ano 1923 foi criada a Sociedade Portuguesa de Amadores de Telefonia sem Fio, precursora das rádios de hoje.

 

Em Portugal as experiências com este novo meio começaram nos anos 20 do século passado. Em 1935 nasceu a Emissora Nacional de Radiodifusão, atual Antena 1. Um ano mais tarde começam as emissões experimentais da Rádio Renascença.

Após a revolução de 25 de Abril de 1974, são nacionalizadas todas as rádios em Portugal, com excepção da Rádio Renascença.

Em 1976 a Emissora Nacional passa a chamar-se Rádio Difusão Portuguesa (RDP). Desde então muitas outras rádios foram criadas em Portugal, e passaram também a ocupar um lugar importante nas emissões pela internet.

Fica a saber a história da rádio em Portugal num minuto.

Conteúdo relacionado:

A Rádio na Escola

A rádio foi para a música o que o jornalismo foi para a literatura. Da mesma maneira que não há Cervantes que resista entre duas colunas de uma gazeta, não há Beethoven que se aguente entre dois fados da Mouraria. (Torga, Miguel)

O Clube Rádio Escola D. Maria II surge para promover e fortalecer valores como a tolerância, o respeito pelas diferentes opiniões, estimular a curiosidade e a imaginação num plano estético e crítico, fortalecer a relação entre a comunidade educativa, melhorar as destrezas tecnológicas e linguísticas.

Para que NUNCA nos esqueçamos!

“It would be a dangerous error to think of the Holocaust as simply the result of the insanity of a group of criminal Nazis. On the contrary, the Holocaust was the culmination of millennia of hatred, scapegoating and discrimination targeting the Jews, what we now call anti-Semitism”.

UN Secretary-General António Guterres

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto celebra-se anualmente a 27 janeiro.

Este é um dia de lembrança em nome dos milhões de vítimas provocadas pelo genocídio da Alemanha nazi sobre os judeus, ciganos, homossexuais, entre outros, ocorrido durante a II Guerra Mundial. Nele decorrem cerimónias de homenagem a pessoas falecidas no Holocausto e o Secretário Geral da ONU transmite uma mensagem especial, entre outras iniciativas.

A data de 27 de janeiro foi escolhida para a celebração deste dia por possuir um significado especial: foi a 27 de janeiro de 1945 que teve lugar a libertação do principal campo de concentração nazi (Auschwitz) pelas tropas da União Soviética.

O dia mundial da memória do Holocausto foi criado por ação da Assembleia Geral das Nações Unidas, pela Resolução 60/7, de 1 de dezembro de 2005.

 


 Livros 

  • Diário de Anne Frank – Anne FRANK
  • O Rapaz do pijama às riscas John BOYNE
  • A ilha na rua dos pássaros Uri ORLEV
  • O diário de Rutka – Rutka LASKIER
  • A Rapariga que Roubava Livros – Markus ZUSAK
  • O mundo em que vivi – Ilse LOSA
  • Se Isto é um Homem – Primo LEVI
  • Corre, rapaz, corre Uri ORLEV
  • Lídia, a rainha da palestina – Uri ORLEV
  • Clara a menina que sobreviveu ao Holocausto – Clara KRAMER
  • Noite – Ellie WIESEL
  • Sou o último judeu – Chil RAJCHMAN
  • O Consul Honorário –Sónia Louro
  • O leitor – Bernard Schlink

Filmes

  • O pianista
  • O leitor
  • O rapaz do pijama às riscas
  • O diário de Anne Franck
  • A vida é bela
  • A lista de Schindler

          


Para mais informações:

Mensagem do Secretário-Geral da ONU (Video): http://vimeo.com/85053314

Sobre o Dia Internacional: http://www.un.org/en/holocaustremembrance/

Sobre o Genocídio:http://unric.org/html/english/library/backgrounders/genocide_eng.pdf

Sobre Racismo:http://unric.org/html/english/library/backgrounders/racism_eng.pdf

Sobre o Programa do Holocausto e Divulgação: http://www.un.org/en/holocaustremembrance/bg.shtml

Visita de Ban Ki-moon a Auschwitz:http://unric.org/en/latest-un-buzz/28854-haunting-silence-at-former-nazi-death-camp

Alunos visitam Nau Quinhentista e Museu da Construção Naval

No âmbito do projeto “Ler nos caminhos do mar… e da terra” as turmas do 4.º D da EB de Telhado e do 3.º E da EB Lml Louro realizaram uma visita de estudo à Alfândega Régia/Museu da Construção Naval e à Nau Quinhentista, em Vila do Conde. A visita permitiu aos alunos terem contacto com o modo de vida a bordo de uma Nau da época, saberem aproximadamente o tempo de duração de uma viagem até à Índia, percecionarem as condições de higiene e as ameaças à saúde dos tripulantes. Numa breve passagem pela Alfândega ficou-se a ter uma ideia dos impostos sobre as mercadorias, que tipo de mercadorias passavam por lá e quais as mais apreciadas. A visita de estudo possibilitou o conhecimento vários tipos de embarcações usadas na altura dos descobrimentos, o que as diferenciava e como eram construídas.

Uma iniciativa fantástica para conhecermos melhor os caminhos que outrora tecemos no Mar e nos mantiveram ligados à Terra.

Comemoração do dia 25 de abril

No passado dia 26 de abril, as turmas do 4.º ano da Escola Básica de Vale do Este, participaram em atividades no âmbito da Comemoração do dia 25 de Abril. As atividades, da responsabilidade das professoras de História Paula Moreto e Maria José Peixoto, consistiam numa apresentação de um pequeno vídeo sobre o tema, seguido de uma exposição de cartazes e fotografias de figuras e momentos marcantes do dia da Revolução dos Cravos. De seguida, as turmas, divididas em grupos de quatro elementos realizaram um jogo que tinha como objetivo procurar informação nos livros e materiais disponíveis na biblioteca da escola, bem como na exposição. Procurando em revistas, Atlas, cartazes e demais suportes disponíveis, os alunos foram respondendo às questões, num ambiente de descontração e alegria. Mais uma vez se provou que “a brincar também se aprende”.

Será a liberdade um tesouro?

No dia 28 de Abril, a Biblioteca da E.B. de Vale do Este acolheu a actividade “Será a liberdade um tesouro?”, alusiva à comemoração do Dia da Liberdade. Esta foi dinamizada pela Professora Paula Moretto e Filipa Pereira, docentes de História, na qual participaram os alunos do 4.º ano e a turma do 9.ºF.

Os alunos visualizaram situações comuns do nosso quotidiano atual e tentaram identificar aquelas que não seriam aceites pelo regime ditatorial do Estado Novo.

Partilharam ideias de conhecimentos já adquiridos e ficaram a conhecer restrições a atitudes e comportamentos tão naturais como, por exemplo, “beber uma coca-cola”, que nesta época não era permitido por ser um produto internacional.

Os alunos do 9.º ano presentearam os alunos mais novos com a leitura da obra “O Tesouro” de Manuel António Pina, que retrata o dia a dia da população portuguesa aquando da ditadura de Salazar. A obra está disponível on-line no Centro de Documentação do 25 de Abril da Universidade de Coimbra.

 

Dia do patrono: D. Maria II Menina, mulher e rainha

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O seu cognome era ‘a educadora’, ou ‘a boa mãe’, dada a esmerada educação que dispensou aos seus muitos filhos…

Contava apenas 7 anos, quando seu pai, D. Pedro IV, abdicou do trono de Portugal em seu favor, em Abril de 1826.

Devia casar, logo que tivesse idade, com o tio, D. Miguel, nomeado regente e lugar-tenente do reino, o que foi aceite pelo Infante, em Julho de 1826, assumindo a regência, ao chegar a Lisboa, em Janeiro de 1828, após ter jurado fidelidade à rainha e à Carta Constitucional.

D. Maria foi enviada para a Europa em Julho de 1828, para defender os seus direitos ao trono, tendo ficado a residir em Londres, e a partir de  1831 em França.

Só em 24 de Setembro de 1834, com o fim da Guerra Civil, tendo quinze anos de idade, assumiu o governo do País.

Casou em 1835 com Augusto de Leuchtenberg, filho de Eugénio de Beauharnais, e neto da Imperatriz Josefina, primeira mulher de Napoleão Bonaparte, irmão mais velho da segunda mulher de D. Pedro IV, mas que morreu logo em Março desse ano.

Neste ano pôs-se à venda todos os bens de raiz nacionais, pertencentes à Igreja Patriarcal, às Casas das Rainhas e do Infantado, das corporações religiosas já extintas e das capelas reais.

D. Maria casou segunda vez com Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, irmão do rei dos Belgas, Leopoldo I, e primo do marido da rainha Vitória da Inglaterra, o príncipe Alberto. O casamento realizou-se em 9 de Abril de 1836.

Durante o seu curto reinado, passado num dos mais conturbados períodos da nossa história, o das lutas entre liberais e absolutistas, vários acontecimentos históricos se passaram: a Guerra Civil,  a revolução de Setembro, a Belenzada, Revolta dos Marechais, a Maria da Fonte, a Patuleia.

Sucedeu-lhe o seu filho mais velho, D. Pedro V.

Ficha genealógica:

D. Maria II nasceu no Rio de Janeiro, no Palácio de S. Cristóvão, a 4 de Abril de 1819, recebendo o nome de Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga. Morreu no Palácio das Necessidades, a 15 de Novembro de 1853, em consequência de parto.

Casou em primeiras núpcias com D. Augusto de Leuchtenberg, nascido em Munique a 9 de Dezembro de 1810, tendo morrido em Lisboa a 28 de Março de 1835, duque e príncipe de Leuchtenberg e de Santa Cruz, filho de Eugénio de Beauharnais, então vice-rei de Itália,  e da princesa Augusta Amélia, filha de Maximiliano José I da Baviera. Não tendo havido descendência.

Voltou a casar em Lisboa, a 9 de Abril de 1836, com D. Fernando Augusto, nascido em Coburgo a 29 de Outubro de 1816, e falecido em Lisboa, a 15 de Dezembro de 1885, filho de Fernando Augusto, príncipe e duque de Saxe Coburgo Gotha e de sua mulher Maria Antonieta Gabriela, princesa de Koari.

Do casamento nasceram:

1.D. Pedro V , que sucedeu no trono;

2.D. Luís, duque do Porto, que em 1861 sucedeu a seu irmão;

3. D. Maria. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 4 de Outubro de 1840, tendo falecido no mesmo dia;

4. D. João. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 16 de Março de 1842, e faleceu no Palácio de Belém em 27 de Dezembro de 1861. Era Duque de Beja e de Saxe Coburgo Gotha;

5. D. Maria Ana. Nasceu no Palácio das Necessidades, a 21 de Agosto de 1843, e faleceu em Dresda, a 5 de Fevereiro de 1884. Casou em Lisboa, a 11 de Maio de 1859, com Frederico Augusto (1832-1904) que foi rei da Saxónia, com o nome de Jorge III. Com descendência;

6. D. Antónia. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 17 de Fevereiro de 1845, e morreu em Sigmarinen, a 27 de Dezembro de 1913. Casou em Lisboa, a 12 de Setembro de 1861, com Leopoldo Estevão Carlos (1835-1905), príincipe de Hohenzollern. Com descendência;

7. D. Fernando. Nasceu em Lisboa, no Palácio de Belém, em 23 de Julho de 1846, e faleceu no Palácio das Necessidades, a 6 de Novembro de 1861, estando sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora.

8. D. Augusto. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 4 de Novembro de 1847, e faleceu no mesmo local a 26 de Setembro de 1889.Está sepultado no Panteão Real de S. Vicente de Fora. Foi duque de Caminha e de Saxe Coburgo Gotha;

9. D. Leopoldo. Nasceu em Lisboa, no Palácio das Necessidades, a 7 de Maio de 1849, tendo falecido no mesmo dia;

10. D. Maria. Nasceu no Palácio das Necessidades, em 3 de Fevereiro de 1851, e morreu no mesmo dia.

11. D. Eugénio. Nasceu no palácio das Necessidades, a 15 de Novembro de 1853, e faleceu no mesmo dia.

 

Fontes:

Joel Serrão (dir.)

Pequeno Dicionário de História de Portugal,

Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976

Joaquim Veríssimo Serrão
História de Portugal, Volume VII: A Instauração do Liberalismo (1807-1832), e
História de Portugal, Volume VIII: Do Mindelo à Regeneração (1832-1851)
Lisboa, Verbo, 1984 e 1986

Mais informação em:

http://www.historiadeportugal.info/d-maria-ii/

http://portugalsite.no.sapo.pt/reis/mariaII.htm

http://www.leme.pt/biografias/m/mariaii.html

http://www.infopedia.pt/$d.-maria-ii

http://www.parlamento.pt/VisitaParlamento/Paginas/BiogDMariaII.aspx