Exposição: A fada Oriana

Os alunos do 5º ano de português da professora Natália Paiva realizaram estes doces e mágicos trabalhos acerca do livro da Fada Oriana, que estiveram expostos no nosso espaço!

A Biblioteca D. Maria II agradece o empenho e motivação da professora, a arte dos alunos e é claro a articulação!

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Querida Mãe,

Holding Hands Cute sweet little baby keeps mom's fingers

Querida Mãe,

És a flor que me deu vida.

Em novembro, quando me colocaste na tua barriga, sentia-me como um rei no seu palácio. O teu corpo parecia uma cidade gigante, em que todos eram meus amigos. Durante a noite, o teu coração embalava-me para poder dormir.

Chegando a agosto, vi a tua cara adormecida. Tu e o pai apresentaram-me ao mundo. Conheci a nossa família que tenho hoje, ensinaram-me a falar, a andar e ficaram todos felizes.

Inscreveram-me na escola. No primeiro dia, fiquei triste, mas eu consegui superar, ou senão, não era o filho inteligente que sou hoje.

Compras-me muitas coisas, e compraste-me muitos animais, como peixes e um cão, e fiquei muito contente.

Para mim, eis o que significa mãe:

M de Minha;

A de Amada;

E de Esperta.

Tu acompanhas-me desde há quase 10 anos (e sei que me vais comprar alguma coisa boa).

Também me dás apoio para a escola e os exames.

Amei-te, ainda te amo e sempre te amarei mãe.

プレゼント

Gonçalo Morais 4º G – Centro Escolar Louro / Mouquim

(Ano letivo 2014/2015)

 

Oficina de Poesia: PALAVRAS VERDES

Apresentamos a votação no blogue da BE, dezoito poemas colocados de forma aleatória, selecionados da produção poética resultante da Oficina de Poesia PALAVRAS VERDES, realizada nas aulas de português pelas turmas do 5.º ano, tendo o 5.º E articulado com a professora de Ciências Naturais.
Esta atividade está englobada no trabalho de projeto da formação TEL – Teachers Exercising Leadership.

“O Rapaz de Bronze”

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Representação de um excerto de: O Rapaz de Bronze por alunos do 5º D. 

15 de maio de 2014

1ª APRESENTAÇÃO: 5ºA E 5ºB 14h30m

2ª APRESENTAÇÃO: 5ºC E 5ºD 14h45m 

Sophia de Mello Breyner nasce a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passa a infância. Entre 1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publica os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. Casada com Francisco Sousa Tavares, passa a viver em Lisboa. Tem cinco filhos. Participa ativamente na oposição ao Estado Novo e é eleita, depois do 25 de abril, deputada à Assembleia Constituinte.
Autora de catorze livros de poesia, publicados entre 1944 e 1997, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Traduz Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.
Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Foi a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão, que, para além do valor pecuniário de 42 070 euros, significa ainda a edição de uma antologia bilingue (português-castelhano), o que levará a autora a um vastíssimo público que cobre os países latino-americanos.
Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias. A sua obra, várias vezes premiada está traduzida em várias línguas. 
Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa.

http://www.portoeditora.pt/campanhas/sophia-de-mello-breyner-andresen

http://escolovar.org/conto_sophia_rapaz-de-bronze_mapeamento.pdf

http://estudarabrincar-missmonteiro.blogspot.pt/2014/01/o-rapaz-de-bronze-livro-digital.html

Tempo de Páscoa…

“Algumas coisas são explicadas pela ciência, outras pela fé. A páscoa ou
pessach é mais do que uma data, é mais do que ciência,
é mais que fé, páscoa é amor.”

Albert Einstein

 

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Retratos de Páscoa

 

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Poema no domingo de Páscoa

 

No domingo de Páscoa
vi um cego a almoçar num restaurante.
Levava o garfo à boca, e entretanto sorria,
candidamente,
como só os cegos sabem sorrir.
Comia frango, e ao servir-se do garfo ora trazia
comida nova, ora coisa nenhuma,
ora tendões e peles já antes mastigados,
ora tudo junto,
dependurado de qualquer maneira,
sorrindo sempre, candidamente.
Eu então levantei-me, e assim mesmo,
de sapatos castanhos,
calças e casaco da mesma cor,
alto, magro e bastante calvo,
aproximei-me do cego
e disse-lhe imperativamente:
– Abre os olhos!
Que ridículo!
Uma coisa que só aos deuses pertence.
António Gedeão

 

 

http://www.vatican.va/holy_father/francesco/messages/lent/documents/papa-francesco_20131226_messaggio-quaresima2014_po.html