Exposição: A fada Oriana

Os alunos do 5º ano de português da professora Natália Paiva realizaram estes doces e mágicos trabalhos acerca do livro da Fada Oriana, que estiveram expostos no nosso espaço!

A Biblioteca D. Maria II agradece o empenho e motivação da professora, a arte dos alunos e é claro a articulação!

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Encontros de primavera: artes, letras e tretas!

 

 Os Encontros de primavera que decorreram, pela primeira vez, neste formato na nossa biblioteca concretizaram uma vontade, presente no Plano Anual de Atividades, para criar mais laços entre a escola e a família! A qualidade dos participantes, entre a arte lindíssima dos Hobbies da Lucinda, a quem agradecemos de coração, ao brilho saltitante e exímio dos bailarinos Lara e Martim, sempre acompanhados por Ana Monteiroà extraordinária, doce e terna poesia de Cândida Pinto, ao André Ferreira… o sucesso de uma voz única que agarra a plateia num crescendo de sorrisos participantes!
Quanto à oportunidade… conhecimento, aprendizagem…celebração do Dia da Poesia e neste dia da árvore, lançamento de mais uma semente ao serviço dos afetos! Aos alunos, o nosso OBRIGADA! À Magui, sempre presente! Aos PROFESSORES que…apesar do cansaço e das reuniões… ficaram até ao fim!
A todos o nosso ENORME agradecimento!

 Aos que perderam a oportunidade de conhecer o outro lado da escola…para a próxima apareçam! Contamos com o vosso entusiasmo e participação!

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Aqui acontece…tudo aquilo que faz bem à alma!

___________”Hoje, tomei a decisão de ser Eu. Um raio deslumbrou-me de lucidez. Nasci.”
___________Fernando Pessoa, in “Páginas íntimas de auto-interpretação.”
E se hoje tomei a decisão de ser Eu, a noite cai apenas sobre o tempo, sobre o mar, sobre os dias submersos do meu corpo….
Deslumbrada de lucidez, sou fonte entre as ervas rebeldes gemendo em magnólias acesas pela madrugada fora, cidade que dorme sozinha num sono branco, doce e sensual. Em poucas salas acomodo a minha solidão e, assim, não guardo o meu cansaço em desesperos de eternidade. Quero ser sozinha, vestir os meus pés de caminhos lisos, percorrer silêncios e, no primeiro olhar de um recém nascido, pintar magnólias rosa que já não doam no meu peito. Voz calada, gotícula de mel, mãe de todos os órfãos, sou tela nua de branco, íris ardendo, recife de coral, céu de primavera….
Nos meus lábios amarrotados há uma flor cortada no jardim e, nos meus olhos vivos, dispo todos os restos de mim. Fico. Sento-me na estrofe de uma ilha e, num triângulo solitário, aliso versos que conversam comigo na única aresta roxa onde vou espreitando algum horizonte de mim….
E se um raio me deslumbrou de lucidez, lanço todas as palavras no papel e espalmo as minhas mãos: mãos de afogada que sempre morreu à sede; a doce embriaguez do pálido céu azul, entoa um imenso cântico num jeito de partir o pão que deve ao tempo a minha devoção coalhada……..
O tempo não cura, apenas se esgota, apodrece e renova; a minha memória é pedra lisa desgastada pelo tempo e, sempre que estiver triste, lembro-me dos dias em que parto o pão, semeio a vida e, fazendo-me renascer na boca da terra em magnólias inocentes, divido-me entre o ínfimo Eu que morre e o infinito Eu que cintila em aguarelas.
Nasci. Canto um linho agudo com um pequeno feixe de vida…………
__________( 01.04.2018; candida pinto )

Em 20 de Novembro de 1989…

As crianças têm direitos

Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade
a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

A CDC não é apenas uma declaração de princípios gerais; quando ratificada, representa um vínculo juridíco para os Estados que a ela aderem, os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e protecção eficaz dos direitos e Liberdades nela consagrados.

Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e tembém pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Portugal ratificou a Convenção em 21 de Setembro de 1990.

A Convenção assenta em quatro pilares fundamentais que estão relacionados com todos os outros
direitos das crianças:

• a não discriminação, que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial –
todas as crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.

• o interesse superior da criança deve ser uma consideração prioritária em todas as acções e decisões que
lhe digam respeito.

• a sobrevivência e desenvolvimento sublinha a importância vital da garantia de acesso a serviços básicos e
à igualdade de oportunidades para que as crianças possam desenvolver-se plenamente.

• a opinião da criança que significa que a voz das crianças deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos
que se relacionem com os seus direitos.

A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos:

• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)
• os direitos relativos ao desenvolvimento (ex. o direito à educação)
• os direitos relativos à protecção (ex. o direito de ser protegida contra a exploração)
• os direitos de participação (ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)

Para melhor realizar os objectivos da CDC, a Assembleia Geral da ONU adoptou a 25 de Maio de 2000 dois Protocolos Facultativos:

Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de crianças,
prostituição e pornografia infantis (ratificado por Portugal a 16 de Maio de 2003);

Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo ao envolvimento de crianças
em conflitos armados (ratificado por Portugal a 19 de Agosto de 2003);

Ver mais em http://www.unicef.pt/artigo.php?mid=18101110&m=1

“Livros terrivelmente assustadores para ler com as crianças no Halloween”

livros-halloween

No dia mais horripilante do ano, propomos contos terrivelmente assustadores!

Neste dia de bruxas, fantasmas, zombies e tudo o que é criatura medonha, preparem um ambiente misterioso, à meia luz, com uma velas… e com histórias de deixar miúdos e graúdos com os cabelos em pé! Atrevem-se a ler estes livros assustadores?! AAHHHHH (risinho de bruxa, daqueles que assusta a valer).

Manuel-o-Morcego-no-Papel-de-VampiroManuel, o Morcego no Papel de Vampiro.

Quando Manuel, o morcego, caça a sua primeira borboleta nocturna, chega a uma importante conclusão: os insectos sabem mesmo muito mal! «- Se calhar és um morcego-vampiro…», brinca o morcego mais velho, deixando Manuel com a pulga atrás da orelha, e resolvido a descobrir se gosta mais do sabor do sangue ou de insectos. Na noite seguinte, Manuel, o morcego, levanta voo, desta vez como vampiro, determinado a deleitar-se com umas suculentas e inocentes ovelhinhas. Como tudo corre mal e por que é que Paulo, o cão, apanha um valente susto e decide mudar de vida no final é o que nos conta esta história divertida, com deliciosas ilustrações.

quem tem medo de fantasmas?

Quem tem medo de fantasmas?

É Geronimo Stilton quem responde: «Eu! Sobretudo quando se trata de fantasmas felinos que rondam por um castelo em ruínas na Floresta Sombria…Mas, entre múmias, bruxas, morcegos e vampiros, hei-de acabar por descobrir o estranho segredo do Castelo!»

 

O Halloween do Manny.

Chegou o Halloween e todos em Sheet Rock Hills estão a preparar-se para a grande festa dos disfarces. Mas há um problema: a máquina de costura da Loja de Disfarces do Victor esta avariada. Será o Victor capaz de terminar todos os fatos a tempo da festa? Descubram no livro “O Halloween do Manny“!

Marcelina e a noite de Halloween. 

O seu filho tem medo do Halloween? Não é o único, mas este livro pode ajudar! A bruxinha Marcelina fica assustada quando a sua avó lhe fala de espiíritos, fantasmas e monstros e lhe conta a lenda da Noite de Halloween. Ainda bem que se transformou numa festa infantil! Com disfarces, rebuçados, tartes de abóbora e bonitas lanternas.

– Agora que já sei o que é, perdi o medo e divirto-me muito! – diz a Marcelina.

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Livros em inglês para ler com as crianças no Halloween

A noite mais “creepy” do ano está à porta! E que tal, preparar uma hora do conto especial!?

Ver mais em 😉

https://pumpkin.pt/familia/agenda-familia/recomendacoes-atividades-criancas/melhores-atividades-criancas-fim-de-semana-28-29-outubro/

“Pão por Deus: uma tradição muito nossa!”

Saiba tudo sobre a história e origem do Pão por Deus, uma tradição celebrada no dia de Todos os Santos.

Saiba tudo sobre a história e origem do Pão por Deus, uma tradição celebrada no dia de Todos os Santos, e descubra como fazer sacos de Pão por Deus e as letras dos versos e canções que dão cor a este dia.

Em Portugal, temos uma tradição antiga e muito semelhante ao dia das Bruxas ou Halloween (dos países anglo-saxónicos), no qual as crianças batem às portas pedindo doces ou travessuras (trick or treat). 

No dia 1 de Novembro, Dia de Todos-os-Santos em Portugal, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o Pão-por-Deus (ou o bolinho) de porta em porta.

O dia de pão-por-deus, ou dia de todos os fíeis defuntos, era o dia em que antigamente se oferecia pão, bolos, vinho e outros alimentos aos mortos, de forma a pedir pela sua alma.

É essa a origem deste ritual cristão, no qual as crianças (e também adultos, mas menos) que participam nos peditórios representam as almas dos mortos que «neste dia erram pelo mundo».

Sacos do Pão por Deus.

Fazer sacos do Pão por Deus é uma tradição associada à própria tradição. Normalmente estes sacos são feitos de tecido e as crianças podem decorá-los ao seu próprio gosto.

sacos-pão-por-deus

Aprenda a fazer esses sacos com a Patrícia Lencastre do Short Story Blog

Versos de Pão por Deus.

Quando pedem o Pão por Deus, as crianças recitam versos e recebem como oferenda pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, tremoços, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas.

São vários os versos para pedir o Pão por Deus:

Ó tia, dá Pão-por-Deus?

Se o não tem Dê-lho Deus!.

Ou então:

Pão por Deus,

Fiel de Deus,

Bolinho no saco,

Andai com Deus.

Podem ver o grupo Galo Gordo a cantar a canção Pão por Deus:

Receita do Bolo Santoro.

bolo-santoro

Em algumas povoações da Zona Centro e Estremadura chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’. Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo feitos com base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes. São chamados “Santorinhos”. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um Santorinho aos seus afilhados.

Se quiserem reavivar esta tradição e receita, dando-a a conhecer aos vossos familiares e amigos, experimentem fazer um Santorinho em casa, seguindo a Receita da Turma Mista.

Ingredientes:

1kg de batata cozida.

1kg de farinha.

4 ovos.

750 gramas de açúcar.

150 gramas de manteiga.

Canela.

Fermento.

Frutos secos.

Erva-doce.

Preparação:

É só misturar, fazer pequenas bolinhas, colocar no forno e quando estiver cozido e ligeiramente tostado, está pronto.

Conheçam também alguns exemplos de Pão de Deus pelo país:

Em Barqueiros, concelho de Mesão Frio, à meia-noite do dia 1 para 2 de Novembro, arranjava-se uma mesa com castanhas para os parentes já falecidos comerem durante a noite, “não devendo depois ninguém tocar nessa comida, porque ela ficava babada dos mortos”.

Na aldeia de Vila Nova de Monsarros, as crianças faziam os “santórios”, recebiam fruta e bolos e cada criança transportava uma abóbora oca com figura de cara, com uma vela dentro.

“Em Roriz não se chama Pão por Deus, nem bolinhos, nem santoros a comezaina que se dá aos rapazes no dia de Todos os Santos ou de Finados. O que os rapazes vão pedir por portas, segundo lá dizem, é — os fíeis de Deus.”

Nos Açores dão-se “caspiadas” às crianças durante o peditório, bolos com o formato do topo de uma caveira, claramente um manjar ritual do culto dos mortos.

Esta atividade é também realizada nos arredores de Lisboa. Antigamente relembrava a algumas pessoas o que aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755, aquando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas que viram todos os seus bens serem destruídos na catástrofe, tiveram que pedir “pão-por-deus” nas localidades vizinhas que não tinham sofrido danos.

Com o passar do tempo, o Pão por Deus sofreu algumas alterações, e os meninos que batem de porta em porta podem receber dinheiro, rebuçados ou chocolates.