Dia do Autor Português

 

 

 

O Dia do Autor Português comemora-se anualmente a 22 de maio.

Neste dia todos os autores portugueses nas diferentes áreas artísticas estão de parabéns. Na sociedade atual, caracterizada pelo materialismo, o autor, um produtor de ideias, não costuma receber o crédito que merece.

Foi com o propósito de homenagear o autor português e destacar a sua importância no desenvolvimento da cultura e do bem-estar da comunidade que se criou esta data em 1982. Este dia assinala igualmente o aniversário da Sociedade Portuguesa de Autores.

Para celebrar a efeméride realizam-se várias atividades no país, com destaque para o encontro com os autores portugueses e as iniciativas de promoção e incentivo à leitura realizadas nas bibliotecas escolares.

Todos são convidados a recordar os grandes autores portugueses neste dia ou a conhecer novos autores, desde os talentos emergentes na cena nacional aos talentos mais anónimos.

Autores portugueses famosos

  • Luís de Camões

  • Fernando Pessoa

  • Eça de Queirós

  • Almeida Garrett

  • António Lobo Antunes

  • José Saramago

  • Almada Negreiros

  • Mário Cesariny

  • Paula Rego

  • Amadeo de Souza-Cardoso

  • Gil Vicente

  • Carlos Paredes

  • António Variações

  • Sérgio Godinho

  • Rui Veloso

    https://www.calendarr.com/portugal/dia-do-autor-portugues/

Semana da Leitura | Leituras Solidárias

Um dos desafios da Semana da Leitura, deste ano letivo, foi levar a leitura para fora de portas, principalmente para aqueles que não leem com tanta frequência. Sendo este um dos objetivos desta atividade, a equipa das Bibliotecas em articulação com os docentes de português e do 1.º ciclo, propuseram levar um teatro de fantoches e a leitura de alguns poemas, a dois Jardins-de-infância e a um lar de idosos, respetivamente. A peça de teatro “A carochinha”, da Luísa da Costa, foi apresentada pelos alunos dos 3.º anos das EB de Vale do Este e de Telhado. Ao lar de Idosos da Engenho deslocaram-se 9 alunos de 2.º e 3.º ciclos para uma pequena dramatização, declamação de poesias e um momento musical.

Foram momentos únicos, ricos em afetos e experiências em torno da leitura.

Auto da Barca do Inferno

No passado dia 18, às 12 horas, a Companhia de Teatro Precipício – Teatro Portátil interpretou, na Biblioteca Escolar da Escola Básica do Vale do Este, o Auto da Barca do Inferno, do nosso grande dramaturgo Gil Vicente. Assistiram alunos do 9.º ano, visto que a peça integra o seu currículo escolar, que se deliciaram com uma atuação positivamente diferente e não raras vezes interativa. Assim, estiveram atentos e concentrados ao longo da interpretação, respeitando o trabalho dos atores. Foi um exemplo claro de que poucos (atores) podem fazer muito e bem.

Interrupção letiva – Natal

        A Biblioteca abriu portas, na interrupção letiva de Natal, para apoiar as atividades dinamizadas pelo Agrupamento D. Maria II e dirigida a alunos de 3.º e 4.º anos do agrupamento.

        Assim no dia 19 houve hora do conto, dinamizada por uma docente de Português, e o workshop “Marcadores de livros alusivos ao Natal”, dinamizado por elementos da equipa das Bibliotecas.

        Dia 20 o espaço da biblioteca acolheu o workshop “Vamos fazer um taumatrópio” dinamizado por uma docente de Educação Visual.

 

Outras vozes na biblioteca – Uma viagem ao passado

O Teatro Portátil veio à escola e foi na Biblioteca que subiu ao palco para dar a conhecer uma das obras de Gil Vicente aos alunos de 9.º ano. A companhia de teatro “Precipício” encantou todos os espectadores, respondeu a algumas perguntas colocadas pelos alunos e permitiu a elaboração do texto que se segue por três alunos do 9.ºF.

“As vozes silenciosas dos livros deixaram de ecoar no nosso espírito, contudo, surpreenderam-nos as vozes dos atores da peça – o Auto da Barca do Inferno.

Lá fora, os raios tímidos de sol foram alegrados pela dança e pela magia transmitidas pelos atores. Uma cruz e um manto vermelho, símbolo da barca do Inferno, subitamente se transformavam num manto azul e branco que sugeria o céu, para onde iam os seres que praticavam o bem.

Esta mudança de cenário tão simples, tão mágica e tão repentina causou em nós uma enorme admiração e deu vida aos contos, aos romances e às obras de teatro da nossa biblioteca.

As personagens tiveram um desempenho fabuloso que, desta forma, nos conseguiram divertir através dos diferentes tipos de cómico e, ao mesmo tempo, embarcamos numa viagem ao século XVI. Parecia que, como espectadores, mudávamos de vestuário e fazíamos essa longa viagem.

É de notarmos também a criatividade, o dinamismo, a naturalidade de expressão e a interação dos atores connosco, à medida que representavam as diferentes personagens.

Depois do canto e da dança, surge então o Fidalgo autoritário e convencido do seu estatuto mas, tal como o político de hoje, pelo seu autoritarismo e fraudes, depressa foi condenado. Ao mesmo tempo, entoavam canções e os espectadores riam-se hilariantemente do castigo e da humilhação sofridos pela personagem.

A entrada do Onzeneiro foi surpreendente, pois fez-nos lembrar o «jogo do saco» que vinha vazio, mas trazia um coração cheio de avareza e de ambição, o qual remete para o banqueiro atual, que enriquece à custa do povo.

De seguida, entra um inesperado momento de rap, em que o Parvo insulta o Diabo com palavrões que nos deslumbram, uma vez que todas as personagens se submeteram ao Diabo. Ignora a barca infernal e dirige-se ao Anjo que, por sua vez, o manda aguardar junto à barca, já que não tinha pecados, como a maioria dos restantes.

Ao assistir a esta peça, todas as ideias que tínhamos acerca deste auto foram relembradas e aperfeiçoadas outras. Foi um momento esplêndido! Foi como se tudo o que tínhamos imaginado ao estudar/ler cada cena estivesse em pleno séc. XVI.

Foi mágica a forma como cada ator desempenhou o seu papel. Sentimo-nos presos a cada detalhe, fala e gesto. Assim, a nossa biblioteca e nós sentimos o íntimo e a vida dos livros!…

Pelos espectadores do 9ºF:

Carlos Ferreira, Daniela Costa e Sara Costa

Para saber um pouco mais sobre este grupo visite a página ou se preferir ver algumas partes da peça veja o vídeo aqui.