S. Martinho e um liv(r)inho! ;)

O São Martinho é um dos santos mais populares da igreja católica, associado a inúmeras tradições rurais, imortalizadas no saber popular dos provérbios. Aqui ficam uns quantos a propósito deste santo, cujo dia se comemora amanhã  (11 de novembro).

  • A cada bacorinho vem o seu São Martinho.
  • A cada porco vem o seu São Martinho.
  • Dia de São Martinho, fura o teu pipinho.
  • Dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho.
  • Do São Martinho ao Natal, o médico e o boticário enchem o bornal.
  • Em dia de São Martinho atesta e abatoca o teu vinho.
  • Martinho bebe o vinho, deixa a água para o moinho.
  • No dia de São Martinho, come-se castanhas e bebe-se vinho.
  • No dia de São Martinho, lume, castanhas e vinho.
  • No dia de São Martinho, mata o porquinho, abre o pipinho, põe-te mal com o teu vizinho.
  • No dia de São Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho.
  • No dia de São Martinho, mata o teu porco, chega-te ao lume, assa castanhas e prova o teu vinho.
  • No dia de São Martinho, vai à adega e prova o teu vinho.
  • No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho.
  • O Sete-Estrelo pelo São Martinho, vai de bordo a bordinho; à meia-noite está a pino.
  • Pelo São Martinho abatoca o pipinho.
  • Pelo São Martinho castanhas assadas, pão e vinho.
  • Pelo São Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
  • Pelo São Martinho nem nado nem no cabacinho.
  • Pelo São Martinho prova o teu vinho; ao cabo de um ano já não te faz dano.
  • Pelo São Martinho, abatoca o teu vinho.
  • Pelo São Martinho, mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
  • Pelo São Martinho, nem favas, nem vinho.
  • Pelo São Martinho, todo o mosto é bom vinho.
  • Por São Martinho, nem favas, nem vinho.
  • São Martinho, bispo; São Martinho, papa; São Martinho rapa.*
  • Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo São Martinho.
  • Se o Inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo São Martinho.
  • Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo São Martinho.
  • Se queres pasmar teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo São Martinho.
  • Veräo de São Martinho säo três dias e mais um bocadinho.
  • Vindima em Outubro que o São Martinho to dirá.

 

“Links” sobre S. Martinho

Em português:
(Os sites para crianças estão assinalados com um * )

Em francês:

Em inglês:

Em italiano:

Em alemão:

E agora…bom fim de semana! 😉

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“Livros terrivelmente assustadores para ler com as crianças no Halloween”

livros-halloween

No dia mais horripilante do ano, propomos contos terrivelmente assustadores!

Neste dia de bruxas, fantasmas, zombies e tudo o que é criatura medonha, preparem um ambiente misterioso, à meia luz, com uma velas… e com histórias de deixar miúdos e graúdos com os cabelos em pé! Atrevem-se a ler estes livros assustadores?! AAHHHHH (risinho de bruxa, daqueles que assusta a valer).

Manuel-o-Morcego-no-Papel-de-VampiroManuel, o Morcego no Papel de Vampiro.

Quando Manuel, o morcego, caça a sua primeira borboleta nocturna, chega a uma importante conclusão: os insectos sabem mesmo muito mal! «- Se calhar és um morcego-vampiro…», brinca o morcego mais velho, deixando Manuel com a pulga atrás da orelha, e resolvido a descobrir se gosta mais do sabor do sangue ou de insectos. Na noite seguinte, Manuel, o morcego, levanta voo, desta vez como vampiro, determinado a deleitar-se com umas suculentas e inocentes ovelhinhas. Como tudo corre mal e por que é que Paulo, o cão, apanha um valente susto e decide mudar de vida no final é o que nos conta esta história divertida, com deliciosas ilustrações.

quem tem medo de fantasmas?

Quem tem medo de fantasmas?

É Geronimo Stilton quem responde: «Eu! Sobretudo quando se trata de fantasmas felinos que rondam por um castelo em ruínas na Floresta Sombria…Mas, entre múmias, bruxas, morcegos e vampiros, hei-de acabar por descobrir o estranho segredo do Castelo!»

 

O Halloween do Manny.

Chegou o Halloween e todos em Sheet Rock Hills estão a preparar-se para a grande festa dos disfarces. Mas há um problema: a máquina de costura da Loja de Disfarces do Victor esta avariada. Será o Victor capaz de terminar todos os fatos a tempo da festa? Descubram no livro “O Halloween do Manny“!

Marcelina e a noite de Halloween. 

O seu filho tem medo do Halloween? Não é o único, mas este livro pode ajudar! A bruxinha Marcelina fica assustada quando a sua avó lhe fala de espiíritos, fantasmas e monstros e lhe conta a lenda da Noite de Halloween. Ainda bem que se transformou numa festa infantil! Com disfarces, rebuçados, tartes de abóbora e bonitas lanternas.

– Agora que já sei o que é, perdi o medo e divirto-me muito! – diz a Marcelina.

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Livros em inglês para ler com as crianças no Halloween

A noite mais “creepy” do ano está à porta! E que tal, preparar uma hora do conto especial!?

Ver mais em 😉

https://pumpkin.pt/familia/agenda-familia/recomendacoes-atividades-criancas/melhores-atividades-criancas-fim-de-semana-28-29-outubro/

“Pão por Deus: uma tradição muito nossa!”

Saiba tudo sobre a história e origem do Pão por Deus, uma tradição celebrada no dia de Todos os Santos.

Saiba tudo sobre a história e origem do Pão por Deus, uma tradição celebrada no dia de Todos os Santos, e descubra como fazer sacos de Pão por Deus e as letras dos versos e canções que dão cor a este dia.

Em Portugal, temos uma tradição antiga e muito semelhante ao dia das Bruxas ou Halloween (dos países anglo-saxónicos), no qual as crianças batem às portas pedindo doces ou travessuras (trick or treat). 

No dia 1 de Novembro, Dia de Todos-os-Santos em Portugal, as crianças saem à rua e juntam-se em pequenos bandos para pedir o Pão-por-Deus (ou o bolinho) de porta em porta.

O dia de pão-por-deus, ou dia de todos os fíeis defuntos, era o dia em que antigamente se oferecia pão, bolos, vinho e outros alimentos aos mortos, de forma a pedir pela sua alma.

É essa a origem deste ritual cristão, no qual as crianças (e também adultos, mas menos) que participam nos peditórios representam as almas dos mortos que «neste dia erram pelo mundo».

Sacos do Pão por Deus.

Fazer sacos do Pão por Deus é uma tradição associada à própria tradição. Normalmente estes sacos são feitos de tecido e as crianças podem decorá-los ao seu próprio gosto.

sacos-pão-por-deus

Aprenda a fazer esses sacos com a Patrícia Lencastre do Short Story Blog

Versos de Pão por Deus.

Quando pedem o Pão por Deus, as crianças recitam versos e recebem como oferenda pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, tremoços, amêndoas ou castanhas, que colocam dentro dos seus sacos de pano, de retalhos ou de borlas.

São vários os versos para pedir o Pão por Deus:

Ó tia, dá Pão-por-Deus?

Se o não tem Dê-lho Deus!.

Ou então:

Pão por Deus,

Fiel de Deus,

Bolinho no saco,

Andai com Deus.

Podem ver o grupo Galo Gordo a cantar a canção Pão por Deus:

Receita do Bolo Santoro.

bolo-santoro

Em algumas povoações da Zona Centro e Estremadura chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’ ou ‘Dia do Bolinho’. Os bolinhos típicos são especialmente confecionados para este dia, sendo feitos com base de farinha e erva doce com mel (noutros locais leva batata doce e abóbora) e frutos secos como passas e nozes. São chamados “Santorinhos”. É também costume em algumas regiões os padrinhos oferecerem um Santorinho aos seus afilhados.

Se quiserem reavivar esta tradição e receita, dando-a a conhecer aos vossos familiares e amigos, experimentem fazer um Santorinho em casa, seguindo a Receita da Turma Mista.

Ingredientes:

1kg de batata cozida.

1kg de farinha.

4 ovos.

750 gramas de açúcar.

150 gramas de manteiga.

Canela.

Fermento.

Frutos secos.

Erva-doce.

Preparação:

É só misturar, fazer pequenas bolinhas, colocar no forno e quando estiver cozido e ligeiramente tostado, está pronto.

Conheçam também alguns exemplos de Pão de Deus pelo país:

Em Barqueiros, concelho de Mesão Frio, à meia-noite do dia 1 para 2 de Novembro, arranjava-se uma mesa com castanhas para os parentes já falecidos comerem durante a noite, “não devendo depois ninguém tocar nessa comida, porque ela ficava babada dos mortos”.

Na aldeia de Vila Nova de Monsarros, as crianças faziam os “santórios”, recebiam fruta e bolos e cada criança transportava uma abóbora oca com figura de cara, com uma vela dentro.

“Em Roriz não se chama Pão por Deus, nem bolinhos, nem santoros a comezaina que se dá aos rapazes no dia de Todos os Santos ou de Finados. O que os rapazes vão pedir por portas, segundo lá dizem, é — os fíeis de Deus.”

Nos Açores dão-se “caspiadas” às crianças durante o peditório, bolos com o formato do topo de uma caveira, claramente um manjar ritual do culto dos mortos.

Esta atividade é também realizada nos arredores de Lisboa. Antigamente relembrava a algumas pessoas o que aconteceu no dia 1 de Novembro de 1755, aquando do terramoto de Lisboa, em que as pessoas que viram todos os seus bens serem destruídos na catástrofe, tiveram que pedir “pão-por-deus” nas localidades vizinhas que não tinham sofrido danos.

Com o passar do tempo, o Pão por Deus sofreu algumas alterações, e os meninos que batem de porta em porta podem receber dinheiro, rebuçados ou chocolates.

Escola básica de Lagarinhos a Cantar os Reis

Temos obrigação de salvar tudo aquilo que ainda é susceptível de ser salvo, para que os nossos netos, embora vivendo num Portugal diferente do nosso, se conservem tão Portugueses como nós e capazes de manter as suas raízes culturais mergulhadas na herança social que o passado nos legou.”  (Jorge Dias)

Cantar os Reis e as Janeiras

Após o Natal e até ao fim do mês de Janeiro, grupos de homens e mulheres, jovens e crianças, com ou sem instrumentos musicais (muitas vezes apenas acompanhados por uma gaita de beiços), iam cantar, de porta em porta, para anunciar o nascimento do Deus-Menino.

Também nós recebemos a visita dos alunos,  professoras, assistentes e representante da Associação de pais da Escola básica de Lagarinhos – Brufe. O espaço que serviu de palco a tão bela cantoria, foi naturalmente a biblioteca! Aqui recebemos e vos apresentamos a tradição em imagens.

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Pão por Deus!

Pão por Deus! Em dia de todos os santos, depois de à porta bater, é costume com o saco cheio, adeus poder dizer. Doces e guloseimas devem as vizinhas ter para, o saco de cada menino, assim poderem encher. É no dia 1 de Novembro que a antiga tradição costuma acontecer.

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A tradição merece ser lembrada!
“Pão por Deus”
Celebrar o Dia de Todos os Santos

  • Em Portugal, no dia de Todos os Santos, de manhã bem cedinho, as crianças saem à rua em pequenos grupos para pedir o “Pão por Deus”.
  • Passeiam assim por toda a povoação e ao fim da manhã voltam com os seus sacos de pano cheios de romãs, maçãs, doces, bolachas, rebuçados, chocolates, castanhas, nozes e, às vezes, até dinheiro!
  • Há povoações em que se chama a este dia, o “Dia dos Bolinhos”.Clica aqui e lê o que se diz ao pedir o “Pão por Deus”.
  • Depois, almoça-se e vai-se ao cemitério pôr flores nas campas dos familiares já falecidos. Porquê?
    Por causa do Dia de Finados (lê!)! Sabias que “finado” é a pessoa que já morreu?
  • No México existe uma tradição muito estranha relacionada com o Dia de Finados. Lê também, que é muito curioso!
  • Uma coisa muito boa que não sabias de certeza é que é costume os padrinhos oferecerem um bolo, o Santoro, aos seus afilhados no Dia de Todos os Santos! Já viste o que tens andado a perder?
  • Antigamente todas as pessoas iam pedir o “Pão por Deus” porque havia muita pobreza e havia mesmo necessidade de pedir.
  • Normalmente as pessoas punham as mesas com o que tinham em casa (comida e bebida) e, quando chegavam os pobres, entravam e comiam à vontade e à saída ainda lhes davam mais alguma coisa.
  • Hoje já só pedem as crianças para não se perder a tradição. E mesmo assim, só nas terras mais pequenas.
    Sabias que aí é costume neste dia as pessoas confeccionarem broas para comerem e darem?
  • Fonte: http://www.junior.te.pt/servlets/Bairro?P=Sabias&ID=312

Primeiro dia do mês de novembro, Dia de Todos os Santos, bandos de miúdos iam manhã cedo pelas  freguesias e lugares à volta de Santarém, de porta em porta, pedindo o Pão por Deus. Por esses lados se ouviam quadras que afirmavam a tradição: “Lá vai o meu coração, todo cheio de carinho, vai pedir o pão-por-Deus, de quem encontrar no caminho”. O ciclo festivo do ano é religioso e mágico, apazigua a dureza que o homem enfrenta no trabalho, no social e na família. Para este ritual há várias teorias. Uns atestam que o Pão por Deus não terá raiz cristã, chegou-nos através do culto dos mortos, quando se lhes ofereciam alimentos, colocando-os junto aos túmulos. Já outros assentam que a tradição oral o explica pela necessidade que os pobres tiveram de arranjar sustento após o terramoto de novembro de 1755, precisamente o Dia de Todos os Santos. Fugidos de Lisboa, apavorados, arrastando-se esfaimados pelos arredores da capital, rogavam por comida aos portões das quintas das redondezas: “Pão por Deus”, imploravam, invocando o divino para assim tentarem melhor proveito. Retomando à tradição local, alguma garotada ainda calcorreia ruas e ruelas, levam na mão os sacos de pano bordados a preceito, truz-truz batem às portas, e entoam: “Pão por Deus, pão por Deus, saco cheio, vamos lá com Deus”. E as dádivas não demoram, assomando os donos da casa oferecem de bom grado romãs, castanhas, nozes e broas, outro tanto de rebuçados, bolachas e, por vezes, até dinheiro. Esta prática da tradição das oferendas também é interpretada como sendo para pagar a quem ajudou às colheitas nas comunidades agrárias. No fundo, esbatidas pelo tempo, estas promessas coletivamente propostas e aceites, são compromissos com a divindade, seladas pelo sagrado em que se envolvem. Ainda hoje, nas freguesia rurais do concelho, se bem que a abertura do vinho novo se faça só no São Martinho, é hábito abrir-se o pipo de água-pé no dia de Todos os Santos. Com graduação à volta dos dez graus, daí não se chamar vinho, prova-se a novidade que acompanha com castanhas assadas e passas de figo.

Arnaldo Vasques